Novembro Azul: A importância do autocuidado masculino
- Andressa Zuza

- 21 de nov. de 2022
- 2 min de leitura
Atualizado: 23 de nov. de 2022
O penúltimo mês do ano tem como foco a prevenção e o combate ao câncer de próstata, que é o mais incidente nos homens

O mês de novembro é marcado pela campanha Novembro Azul desde 2011. O Instituto Lado a Lado Pela Vida deu origem ao movimento graças ao dia 17 de novembro, quando é comemorado o Dia Mundial do Combate ao Câncer de Próstata.
A campanha tem o objetivo de conscientizar sobre a saúde do homem e a prevenção do câncer de próstata, tipo mais comum entre a população masculina. Os sintomas mais comuns da doença são: micção frequente (urinar muitas vezes), sangue na urina ou no sêmen, fluxo urinário fraco e disfunção erétil.
Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), entre 2020 e 2022 foram diagnosticados 65.840 novos casos de câncer de próstata em cada ano, o que ressalta ainda mais a necessidade da campanha para o autocuidado e a saúde do homem.
O maior dificultador para o diagnóstico e o tratamento desse tipo de câncer é a falta de procura por exames preventivos e assistência médica por parte do grupo afetado. É o que diz a Enfermeira Oncologista, Thaís Rodriguez, do Hospital Universitário Pedro Ernesto. Segundo dados da Agência Brasil, seis em cada dez homens só procuram um médico quando a dor se torna insuportável, o que torna difícil o diagnóstico precoce contra essa e outras doenças.
O toque retal, que é um dos exames realizados para identificar sinais do câncer de próstata, ainda sofre bastante preconceito e rejeição. Por isso, há uma baixa procura de homens por fazê-lo, o que resulta no diagnóstico tardio, quando a doença já está em um estágio avançado e pode levar a morte.
Não apenas no exame de toque retal, o preconceito está presente em várias áreas da medicina. Segundo dados do Programa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, de 76,2% da população que foi ao médico naquele ano, a proporção no número de mulheres foi muito superior à dos homens: 82,3% para 69,4%.
Esses números mostram que as mulheres vão mais ao médico que os homens, e muitas delas fazem ações preventivas contra doenças, o que seria recomendado que todos fizessem. De acordo com a Enfermeira Thaís, o ideal é sempre a detecção precoce da doença: “Dependendo do tipo de câncer, pode ocorrer de várias formas, mas o básico é ir em um Centro de Saúde uma vez por ano para fazer um check-up geral”.
A partir dos 50 anos, o ideal para os homens é fazer acompanhamento com um médico e realizar exames que possam diagnosticar o câncer de próstata. Pode se dar por uma avaliação de PSA (antígeno prostático específico) no exame de sangue ou pelo toque retal, mas é crucial que se faça essa verificação.
Quem tem mais de 30 anos também pode fazer o acompanhamento do PSA nos exames de sangue rotineiros, se assim desejar, e quem possui histórico familiar da doença, deve fazer o rastreio antes mesmo dos 50 anos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).


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