Mudança de ares: Lula discursa na COP27
- Lucas Muniz
- 22 de nov. de 2022
- 2 min de leitura
Atualizado: 23 de nov. de 2022
Presidente eleito visita o Egito para a 27ª Conferência Climática da ONU.

A conferência das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas de 2022, mais conhecida como “COP27”, é uma reunião que tem por objetivo agrupar questões relacionadas aos impactos dessas mudanças, e, assim, assegurar um futuro mais sustentável, de acordo com as metas traçadas, para reduzir futuros danos. Acontece anualmente e, desta vez, ocorreu no Egito, no mês de Novembro. O principal objetivo foi o estabelecimento de metas, através de decisões conjuntas, que têm como finalidade a redução dos gases do efeito estufa, para garantir que as futuras gerações possam usufruir de um futuro mais seguro. É importante ressaltar, também, que as ações ambientais vão muito além da preservação da Amazônia, principalmente no Brasil, pois englobam outros assuntos como, por exemplo, a segurança alimentar em países menos desenvolvidos.
Na COP26 do último ano, foi possível observar que o Brasil permanecia estagnado nas mesmas promessas e ambições da conferência anterior. Na tentativa de sanar toda essa ausência do cumprimento das metas, o governo brasileiro tornou a se comprometer a mitigar 50% dos efeitos dos gases. Ainda ao fim da COP26, os
dados mostravam que o Brasil não conseguia alcançar o objetivo de manter o aumento da temperatura em até 1,5 grau Celsius.
Já nessa COP27, o futuro presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, realizou promessas ambiciosas em relação às novas metas, dizendo que o Brasil “voltou”, no que diz respeito aos cuidados com as mudanças climáticas e a preservação da Amazônia. Além disso, o presidente eleito se comprometeu em pautar ações efetivas para que o desmatamento chegue a zero até o ano de 2030, o que é um desafio, visto que o país enfrenta seu pior momento desde o desmatamento de 2006.
Através dessas declarações, Lula consegue holofotes, principalmente se comparado com o futuro ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. Isso porque, é notável a ambição de Lula, que tem disponibilizado tempo em sua agenda, buscando se tornar efetivamente participativo e protagonista no comprometimento com questões climáticas.
Bolsonaro, por sua vez, manteve o Brasil isolado no que refere-se a políticas externas e suas conferências, principalmente no quesito agenda ambiental. Agora, com o retorno de Lula, já é possível observar intenções mais otimistas, além do comprometimento que já era um marco dos primeiros oito anos do governo do petista e retorna agora com sua futura retomada.


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