Lira agiliza votação da PEC e Lula é diplomado
- Lucas Muniz
- 14 de dez. de 2022
- 2 min de leitura
Presidente da Câmara dos Deputados corre para aprovar a PEC da Transição, novo governo é diplomado e Lula diz quem são seus primeiros ministros.

Na última segunda-feira (12), o presidente eleito Lula e seu vice Geraldo Alckimin foram diplomados em uma cerimônia que ocorreu no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O evento solene antecede a tomada de posse do cargo de Presidente e Vice no dia 1 de janeiro de 2023. Agora, o momento mais esperado são as nomeações para os Ministérios. Lula já escolheu cinco ministros que farão parte do seu governo, sendo Fernando Haddad na Fazenda o maior destaque. Rui Costa, Flávio Dino, Mauro Vieira e José Múcio foram escolhidos para a Casa Civil, Justiça, Relações Exteriores e Defesa, respectivamente.
Para cumprir com as promessas de campanha e as alianças feitas para vencer as eleições, Lula deve desmembrar ministérios do Governo Bolsonaro, criar novas pastas ou retomar outras de seus primeiros mandatos. A maior novidade é o Ministério dos Povos Originários, que tem Sonia Guajajara (PSol-SP) e Célia Xakriabá (PSol-MG) cotadas para assumir a pasta.
A expectativa é de que Lula selecione titulares para as pastas responsáveis por grandes orçamentos de políticas públicas que influenciam diretamente a vida da população. Treze ministérios ainda estão sem titular, entre eles Educação, Saúde, Relações Institucionais e Planejamento.
Enviada pelo Senado na última quarta-feira (7), a matéria proposta pela equipe de transição foi agilizada por Arthur Lira e anexada a outro texto já votado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC). A manobra pretende acelerar a votação, que já passou por dois turnos no Senado. O governo de transição espera aprovar a PEC na Câmara dos Deputados até a próxima quinta-feira, também em dois turnos.
Há, porém, divergências por parte de deputados do centrão que são ligados ao Bolsonarismo, que demonstram insatisfação com a forma que o texto tramita. Os apontamentos feitos por esses parlamentares se pautam na exclusão dos mesmos na negociação da PEC. Grande parte desses congressistas são contrários ao montante de R$145 bilhões para aumento do teto gastos e alegam que essas medidas podem ter consequências econômicas no futuro. Para que a proposta seja aprovada em tempo hábil até quinta (15), as sugestões da PEC não podem ser alteradas. Qualquer alteração faz o texto passar por nova votação no Senado.


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